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Adolescentes conversam sobre os pais que têm.
Personagens:
FILHOS SAEM DA ESCOLA E NO PONTO DE ÔNIBUS INICIAM DIALOGO SOBRE SEUS PAIS.
Under:
Dia dos Pais
Baseada na vida de Abraão, que recebeu uma promessade que seria pai.
Já estava velho quando a promessa foi cumprida.
Coragem para sacrificar o este filho num holocausto.
História fiel ao texto bíblico, porém acrescida de elementos de outras épocas.
A “Relatora” faz a custura das cenas que são interpretadas.
São expostos dilemas de Abraão, Sara e Agar.
Adaptação Bíblica Gênesis – 12,13,14,15,16,17,18,20,21,22,24.
Personagens Relatora Abraão Sara Anjo do Senhor Isaque Rebeca Agar Dois Servos Faraó Homem para fazer a voz de Deus Dois Anjos
1º Ato (Música de fundo)
RELATORA: Há milhares de anos, vivia em Ur dos CALDEUS, na Mesopotâmia, um homem de Deus, muito digno e temente a Deus.
Era casado com uma linda mulher Sarai. O nome dele era Abrão. Ambos já eram avançados em idade e não tinham filhos.
Ter filhos era um dos sonhos deles. Um dia Deus, único e verdadeiro chamou Abrão e disse:
(Para a música)
VOZ DE DEUS: Abrão! Abrão! Achei graça em ti.
ABRAÃO: Eis-me aqui
VOZ DE DEUS: Sai da tua terra, de tua parentela e da casa de teu pai e vai para terra que te mostrar.
Abençoarei os que te abençoarem e te engrandecerei o nome. Sê tu uma benção.
Em ti serão benditas as famílias da terra. (música de fundo)
RELATORA: Partiu pois Abrão, como lhe ordenara o Senhor. Levou sua esposa Sarai, muitas pessoas, muitos bens, e seu sobrinho Ló.
Tinha Abrão 75 anos quando partiu de Harã. Partiram para terra de Canaã. Viajaram, caminharam, passaram em muitos lugares. Abrão ergueu um altar ao Senhor. E adorou o Senhor. (música de fundo).
2º Ato
RELATORA: Havia fome naquela terra. Desceu Abrão ao Egito.
ABRÃO: Sarai, és mulher formosa, de formosa aparência. Os egípcios ao ver-te me matarão e tu viverás.
Dize que és minha irmã, para que por tua causa me conservem a vida. (música árabe –Agar e outras dançam para Faraó)
RELATORA: Viram os egípcios que a mulher era formosa e a levaram para casa de Faraó. (Música Árabe) Agar e outras dançam (Para a música)
FARAÓ: (trazendo Sara pela mão): Ó Abraão, porque disse que Sarai era tua irmã? Por causa dela o teu Deus me puniu com muitas pragas. Sai já da minha terra. Leva contigo muitos bens, carneiros e bois, riquezas que meu povo te dará.
Sarai, escolhe uma escrava. (Música: Agar e outras dançam.)
SARA: Qual é o teu nome?
AGAR: Agar
SARA: Venha comigo.
RELATORA: Saiu Abraão do Egito, ele sua mulher Sarai, a escrava egípcia Agar e outras pessoas.
3º Ato
RELATORA: Durante tempos e tempos, aconteceram tantos fatos, viagem, separação de Ló, guerra de reis. Veio a palavra do Senhor a Abrão, numa visão.
VOZ DE DEUS: Não temas, Eu sou o teu escudo!
ABRÃO: Continuo sem filhos! O herdeiro de minha casa é o Eliezer, meu servo.
ABRÃO: Senhor, não me deste descendência!
VOZ DE DEUS: Não será este o teu herdeiro. Mas aquele que será gerado em ti.
Veja os céus. Conta as estrelas, se é que podes. Será assim a tua posteridade.
RELATORA: Abrão creu, acreditou no Senhor. E isto foi-lhe contado como justiça. Pela fé Abrão foi justificado. Foi salvo.
4º Ato
RELATORA: Sarai não lhe dava filhos. Ela tinha uma serva egípcia, de nome Agar.
SARAI: Abraão, toma a minha serva Agar, terei filhos através dela. ( Abrão sai com Agar fora de cena)
RELATORA: Sarai quis passar na frente de Deus. Sarai duvidava da promessa de Deus. E daí veio séria consequência, conflito e sofrimento. Sarai enciumada humilhou sua serva Agar.
SARA: Agar, você anda muito convencida, lembre-se que você é minha serva. Vai dormir fora da tenda. Vou diminuir sua porção de alimento.
AGAR: Ah! Minha senhora, quanta humilhação!
Mas eu sou a preferida, vou dar um filho a Abrão!
(Sarai dá-lhe um tapa na cara.)
AGAR: Vou fugir para o deserto.
(Agar sai correndo).
RELATORA: Agar fugiu para o deserto.
Apareceu um anjo do Senhor para Agar
ANJO DO SENHOR: Donde vens, Agar?
AGAR: Fujo da ameaça de minha senhora, Sarai.
ANJO DO SENHOR: Volta e humilha-te.
Multiplicarei a tua descendência.
RELATORA: A serva Agar concebeu e deu à luz um filho que recebeu o nome de ISMAEL.
Abrão tinha oitenta anos quando Agar lhe deu à luz Ismael.
5º Ato
RELATORA: Abrão já com noventa anos. Apareceu-lhe o Senhor e ordenou-lhe que andasse na sua presença e fosse perfeito. Fez Deus uma aliança com Abrão de que multiplicaria sua descendência.
VOZ DE DEUS: Abrão, serás chamado agora Abraão, porque serás pai de muitas nações.
Estabeleço aliança entre mim e ti. Circundarás todo macho, criança masculina, homem, animal. Este é o sinal de nossa aliança: a circuncisão.
RELATORA: Deus mudou o nome de Sarai e deu-lhe o nome de Sara. Abençoou-a e prometeu que daria um filho a Abraão.
ABRAÃO: Como pode, oh Deus! Tenho cem anos! E Sara noventa anos!
RELATORA: Disse Deus que o filho de Sara seria chamado de Isaque e ele teria uma descendência muito grande, tão numerosa como as estrelas do céu.
(música árabe)
RELATORA: Hoje os descendentes de Ismael são os árabes. Agar é conhecida como a mãe dos árabes.
6º Ato
RELATORA: O senhor e dois anjos apareceram a Abraão quando ele estava assentado a entrada de sua tenda.
ANJO DO SENHOR: Onde está Sara tua mulher?
ABRAÃO: Aí dentro na tenda.
ANJO DO SENHOR: Voltarei daqui a um ano e Sara dará a luz a um filho.
RELATORA: Riu-se Sara por serem muito velhos.
SARA: Rs, Rs, Rs.
RELATORA: O senhor a repreendeu por duvidar.
ANJO DO SENHOR: Não duvides, Sara. Por que ris?
SARA: Não ri. Não duvidei.
ANJO DO SENHOR: Sara, precisas ser mais obediente. Toda mulher deve ser submissa a seu marido. Todo homem deve amar e respeitar a esposa como verão Cristo amar sua Igreja.
ANJO DO SENHOR: Sara, precisa ser mais obediente. Menos orgulhosa. Mais temente a Deus.
7º Ato
RELATORA: Daí a um ano nasce de Sara um filho. Deram-lhe o nome de Isaque.
SARA: Deus tirou de mim o opróbrio, a vergonha, a humilhação diante dos homens.
Deus nos deu motivo de riso e alegria.
Na nossa velhice dei um filho a Abraão. Como Deus prometera!
8º Ato
RELATORA: Depois de alguns anos Deus pôs Abraão a prova.
VOZ DE DEUS: Abraão!
ABRAÃO: Eis-me aqui!
VOZ DE DEUS: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te a terra de Moriá. Oferece teu filho, ali, em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.
RELATORA: Abraão passou noites sem dormir, preocupado com o que tinha que fazer. Ficou sem apetite e triste.
SARA: Por que não dormes, Abraão? Por que estás triste?
ABRAÃO: Não te preocupes mulher!
9º Ato
RELATORA: Levantou-se Abraão de madrugada. E tendo preparado seu jumento, levou consigo dois servos e Isaque seu filho. Antes rachou lenha para o holocausto. E foi para o lugar do holocausto que Deus lhe havia indicado.
Viajou três dias. Ao terceiro dia viu o lugar de longe.
ABRAÃO: Meus servos, esperai aqui, com o jumento. Eu e o rapaz iremos até lá e depois de adorarmos a Deus, voltaremos para junto de vós.
RELATORA: Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho. Abraão levava na mão o fogo e o cutelo. Caminharam juntos.
ISAQUE: Meu pai!
ABRAÃO: Eis-me aqui, meu filho!
ISAQUE: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
ABRAÃO: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto.
RELATORA: Chegaram ao lugar que Deus determinou. Ali Abraão edificou um altar, sobre ele colocou a lenha, amarrou Isaque seu filho, e o deixou no altar, em cima da lenha. Abraão levantou a mão com o cutelo para matar o filho.
ANJO DO SENHOR: Abraão! Abraão!
ABRAÃO: Eis-me aqui!
ANJO DO SENHOR: Não estendas a mão sobre o rapaz! Nada lhe faças! Não o mates!
Pois agora sei que temes a Deus. Pois não negaste o filho, o teu único filho.
RELATORA: Abraão ergueu os olhos, e olhou para trás.
ABRAÃO: Oh! Meu Deus! Lá está um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos.
RELATORA: Tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar do seu filho. ABRAÃO: Este lugar vai se chamar: O Senhor proverá. Sei que Deus é fiel. E cumpre suas promessas!
RELATORA: Até hoje aquele lugar é chamado: Monte o Senhor Proverá.
VOZ DE DEUS: Não me negaste teu filho, teu único filho. Em ti abençoarei e multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar. Nela serão benditas todas as nações da terra.
CENA FINAL
(Música de fundo)
ABRAÃO: Sara, tive um sonho, uma visão.
SARA: Conta-me Abraão.
ABRAÃO: Vi Isaque já homem e casado com sua prima Rebeca.
SARA: Como foi que aconteceu?
ABRAÃO: Vi os dois conversando sobre seus filhos.
Foi assim, Veja como eles conversavam.
( Aparecem Isaque e Rebeca conversando)
REBECA: Isaque, toma um dos gêmeos. Estou cansada! Ajude um pouco.
ISAQUE: Posso carregar Esaú. Ele é o gêmeo que nasceu primeiro. É calado. Não perturba. Mas Jacó vive chorando pela madrugada.
REBECA: É, vejo que você prefere Esaú.
ISAQUE: Não é bem assim gosto dos dois. Mas vejo os defeitos de Jacó.
REBECA: Jacó é tão animado! Está sempre sorrindo!
ISAQUE: Será que viverei muitos anos? Verei os filhos de meus filhos?
REBECA: Nossos gêmeos terão muitos filhos! É uma promessa do Senhor.
ISAQUE: Nossa descendência será como tantas ou mais do que as estrelas do céu.
REBECA: Por certo Jacó terá doze filhos. Eles formarão as doze tribos de Israel. E deles nascerão muitos filhos, os seus netos e bisnetos.
ISAQUE: Como desejo ver meus netos! Será que Deus me dará vida até lá?
REBECA: Deus há de abençoar-te, Isaque meu bom marido. Por certo verás a descendência de teus filhos. Mas a vontade de Deus é Soberana. Pelo menos, verás nossos filhos já crescidos. Já homens feitos.
ISAQUE: Nos últimos instantes de minha vida hei de abençoar o Esaú, o nosso primogênito. RELATORA: Sara viveu cento e vinte anos.
10º Ato
RELATORA: Assim Abraão obedeceu a Deus. Teve confiança em Deus. Teve fé. Ia oferecer seu filho em holocausto. Era um pai confiante em Deus. Isaque cresceu, virou homem, e casou-se com Rebeca, sua prima, linda moça, que costumava pastorar suas ovelhas e dar-lhes água na fonte. Isaque e Rebeca tiveram dois filhos gêmeos, Isaú e Jacó. Estes tiveram muitos filhos e foram se multiplicando.
Assim como Abraão ia oferecer seu único filho, Deus ofereceu seu único filho-Jesus para morrer pelos pecadores, por todas as pessoas, por todos nós.
No evangelho de João, capítulo 3:16 está escrito: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus enviou seu Filho Jesus ao mundo para que o mundo fosse salvo por Ele”.
Under:
Dia dos Pais
PERSONAGENS:
Paulo Doron, pai omisso na criação da filha Elizabeth que se torna rebelde.
Anita teve a filha Elizabeth na adolescência, omissa, não dá a mínima pra sua criação.
Elizabeth, filha de Paulo e Anita, sente falta da compreensão dos pais e cresce revoltada.
Joana, Fabíola e Gretchen, amigas perdidas que a levam para as drogas.
Silvio, amigo de Elizabeth, tenta ajuda-la a sair da vida de perdição a que vive.
Ministério Atores de Cristo – São Paulo - Brasil
CENA 1 – (Música – Luz em Elizabeth na sala assistindo desenho na TV)
ELIZABETH – (Rindo) Esse pica-pau é muito engraçado! (Entra Anita sua mãe)
ANITA – Toma vergonha nessa cara, vai arrumar um namorado em vez de ficar vendo desenho.
ELIZABETH – Mãe, eu tenho somente 14 anos, não tenho idade pra namoro.
ANITA – Eu com sua idade já estávamos te esperando.
ELIZABETH – Mas eu não sou você!
ANITA – Então vai arrumar um emprego ou alguma coisa pra fazer.
ELIZABETH – Eu vou pra escola.
ANITA – Então vai.
ELIZABETH – Ta cedo mãe!
ANITA – Então me ajuda na limpeza da casa.
ELIZABETH – Eu já arrumei meu quarto e a sala. Você não gosta de me ver em casa mesmo né?
ANITA – Não é isso, é que me incomoda vê tanta vagabundagem.
ELIZABETH – A senhora é igual ao pai.
ANITA – Em que sentido?
ELIZABETH – Todos os sentidos, não me deixam em paz, fica me expulsando de casa.
ANITA – Seu pai está trabalhando pra te sustentar e você o que está fazendo pra ajudar?
ELIZABETH – Mas o que eu posso fazer?
ANITA – Na sua idade...
ELIZABETH – Chega mãe! Eu não agüento mais esse sermão, na minha idade, deixa eu ser adolescente, sou jovem ainda, a senhora não entende...
ANITA – Duas coisas eu te digo, nunca mais grite comigo e não me chame de senhora, eu não sou velha.
ELIZABETH – Isso não é ser velha, é respeito, mas eu esqueci que você não gosta de ser respeitada porque nunca respeitou seus pais.
ANITA – Ainda sou muito jovem e pra mim isso é envelhecer e eu odeio a velhice.
ELIZABETH – O pior é que ninguém tem saída, uma hora ela chegará.
ANITA – cala a boca e nem diga lá na rua que é minha filha, assim ninguém saberá que tão nova já sou mãe.
ELIZABETH – Tem vergonha de mim, mãe?
ANITA – Prefiro não te responder. (Música)
ELIZABETH – Dizem que cada um tem os pais que merece, talvez eu mereça.
ANITA – E levante as mãos pro céu porque somos muito bons pra você.
ELIZABETH – To indo.
ANITA – Não vai comer?
ELIZABETH – Não, eu to sem fome.
ANITA – É melhor que sobra mais pro seu pai.
ELIZABETH – É, deixa pro pai, ele precisa mais que eu. (Música - Sai de cena – B.O)
CENA 2 – (Música – Luz – Paulo na sala assistindo TV, entra Elizabeth vindo da escola)
ELIZABETH – Oi pai!
PAULO DORON – (Fala seco) Oi.
ELIZABETH – O senhor viu a mãe?
PAULO – Não sei. Deixa eu ver isso aqui.
ELIZABETH – Hoje tirei nota alta na prova...
PAULO – Tá.
ELIZABETH – As minhas amigas não acreditaram...
PAULO – (Gritando) Dá pra deixar eu ver essa droga de jogo?
ELIZABETH – Mas eu to falando das minhas notas...
PAULO – O que me interessa suas notas, grande coisa, se fosse à faculdade...
ELIZABETH – Eu achei...
PAULO – Aqui nessa casa você não acha nada.
ELIZABETH – Pai, eu vou chegar à faculdade.
PAULO – Como? Nesse Pais de ladrões? Aqui só estuda quem já é rico, pobre não tem vez, por isso os políticos estão tentando matar a fome do povo em vez de dar estudo, estudar com fome ninguém estuda.
ELIZABETH – Eu sei que o senhor é revoltado com o sistema, mas eu vou vencer, eu prometo.
PAULO – Prometa a você e não a mim, olha pra você e mais ninguém.
ELIZABETH – Mas pai, eu quero...
PAULO – Chega! Vá pro seu quarto e me deixe assistir o jogo. (Música – B.O)
CENA 3 – (Luz – Elizabeth no telefone, entra Paulo e Anita)
ELIZABETH – (No telefone) Na quinta a gente se vê lá no arraial. Eu não fumo besta, nada, nada, e nem bebo. Ta bom, a gente se fala na quinta, beijo. (desliga)
PAULO – Eu não quero saber de namorico com esses moleques, viu?
ELIZABETH – O Silvio não é moleque, ele é meu melhor amigo.
PAULO – Onde já se viu uma menina ter amigo homem?
ELIZABETH – Mas eu tenho pai.
PAULO – Vai ficar uma semana de castigo se eu te pegar com qualquer moleque.
ELIZABETH – O senhor fala como se ligasse pra mim.
PAULO – Vamos calar essa boca senão começa agora o castigo.
ELIZABETH – (Fala murmurando) Eu vou acabar indo embora dessa casa...
PAULO – O que disse menina?
ELIZABETH – Nada não pai!
PAULO – Então vai pro quarto agora mesmo e sem um pio.
ELIZABETH – Mas, mãe faça alguma coisa.
ANITA – Você ouviu o seu pai, vá logo de uma vez menina. (Elizabeth sai chorando)
PAULO – Você precisa dá um jeito nessa menina, anda muito solta.
ANITA – E você com isso?
PAULO – Como assim eu com isso?
ANITA – Você não dá a mínima pra menina, agora quer prendê-la, com que intenção?
PAULO – A vida ai fora tá muito violenta, eu não quero nenhum mal pra ela.
ANITA – Pra mim isso é passageiro, você continua não dando a mínima.
PAULO – E você mãe modelo, cuida dela como devia?
ANITA – Eu faço o que posso filho você cria e depois ainda batem na sua cara.
PAULO – Na minha se bater perde a mão.
ANITA – Eu não estou dizendo literalmente, eu digo que amanhã ela troca os pais por qualquer homem e ainda viramos avós obrigados e babás.
PAULO – Se chegar aqui grávida eu coloco no meio da rua.
ANITA – Eu também! (Música – B.O)
NARRAÇÃO – Três meses se passaram, Elizabeth estava cada dia mais ligado às amigas e completamente nas drogas.
CENA 4 – (Luz – Elizabeth na Rua com Joana, Fabíola e Gretchen)
ELIZABETH – Eu preciso falar com o Silvio, vou até a casa dele.
JOANA – Pra que Beth, espera que o Rodolfo ta trazendo o barato pra nós.
ELIZABETH – Eu sei, mas vou lá rapidinho e volto.
JOANA – Tá querendo amarelar é?
ELIZABETH – Claro que não, eu vou e volto, a Fabíola vai comigo pra agilizar.
FABÍOLA – Tudo bem, eu vou com ela.
GRETCHEN – Pra mim as duas vão amarelar, eu não concordo.
JOANA – Também não!
ELIZABETH – Eu tenho cara de quem amarela?
GRETCHEN – Isso não vem ao caso, é atitude, mandamos encomendar, agora temos que esperar o Rodolfo e pagar pra ele.
ELIZABETH – Mas taí a grana, pega com ele e me esperem voltar.
GRETCHEN – Olha aqui Elizabeth, se quer ir pode ir, mas a Fabíola não vai, eu sei que você vai se encontrar com o Silvio que é crente, isso porque você deve tá com a consciência pesada por ter usado droga e agora quer pular fora.
JOANA – também acho, porque essa droga de hoje é muito forte e vai te enlouquecer... Tá com medo Beth?
ELIZABETH – Claro que não! Tudo bem, eu fico, pegamos a droga usamos e depois eu vou ver meu amigo.
GRETCHEN – Tá fechado! (Música – B.O)
CENA 5 – (LUZ – Silvio indo na casa da Elizabeth, Anita e Paulo na sala)
ANITA – (Silvio batendo a porta) Já vai!
PAULO – Quem será perturbando uma hora dessas?
ANITA – (Abrindo a porta) Pois não, o que deseja?
SILVIO – Oi dona Anita, é o Silvio, amigo da Elizabeth.
ANITA – Oi Silvio, o que deseja?
SILVIO – Desculpa incomodar...
PAULO – Já incomodou!
SILVIO – Mil desculpas seu Paulo.
PAULO – O cabra sabe até meu nome.
SILVIO – Eu só passei pra saber da Elizabeth...
PAULO – Foi viajar.
SILVIO – Ela viajou, mas não me disse nada.
PAULO – E precisava? Ela é dona do próprio nariz.
ANITA – Olha Silvio a Elizabeth saiu de casa e não sabemos pra onde foi, disse que ia viajar por ai com uma amigas.
SILVIO – As únicas amigas que ela tinha eram da pesada, eu avisei a ela pra sair fora, mas se conselho fosse bom...
ANITA – Se souber alguma coisa me avise.
SILVIO – Mas vocês procuraram saber pra onde ela foi, sei lá tentaram ver com alguém seu paradeiro?
PAULO – E você acha que temos tempo a perder com a Elizabeth, aquela ingrata?
SILVIO – Seu Paulo, filho é herança de Deus, essa idade é a pior de todas e temos que cuidar com mais carinho.
PAULO – Você está querendo me ensinar a cuidar de minha família?
SILVIO – Claro que não, só estou preocupado com ela.
PAULO – deixa ela viver, um dia ela volta.
SILVIO – Como tem tanta certeza? Hoje tem tanta violência, só Deus pra livrar.
PAULO – Eu vou dormir que ganho mais. (Sai de cena)
ANITA – Boa noite Silvio, deixa nas mãos de Deus, ele cuida.
PAULO – A senhora crê mesmo que Deus cuida, quando Ele diz pra cuidarmos, um dia Ele vai requerer a herança que deu a vocês e como será?
ANITA – Você acha mesmo que filho é herança de Deus?
SILVIO – Com toda a certeza! Se for bem criado e ensinado o caminho a seguir, ele nunca se desviará e se desviar, Deus o trará como prometido na palavra.
ANITA – A Elizabeth não tem mais jeito, ela já está perdida.
SILVIO – Engano seu, ela poderá ser uma boa filha, basta ela compreender o significado de servir a Deus e vocês o significado de compreensão.
ANITA – Você é muito jovem e fala como adulto. Quem te ensinou isso?
SILVIO – Com meus pais e na escola bíblica.
ANITA – Eu o acho muito inteligente e gostaria de tê-lo como genro, vá procurar a Elizabeth e traga ela pra casa.
SILVIO – Obrigado dona Anita, eu vou sim, olha aproveitando a oportunidade eu gostaria de falar um pouco do Senhor Jesus, eu posso?
ANITA – Um pouco não vai atrapalhar ninguém, entra que vou te servir um café.
(Música aumenta – B.O)
CENA 6 – (LUZ - Elizabeth na rua drogada com suas amigas aparece Silvio)
SILVIO – Elizabeth sou eu o Silvio.
ELIZABETH – Silvio, que Silvio?
SILVIO – O Silvio da igreja.
ELIZABETH – Silvio, como vai? Fale baixo porque elas odeiam crentes.
SILVIO – Olha Elizabeth eu vim te buscar, vamos pra casa.
ELIZABETH – Que casa, eu não tenho mais casa.
SILVIO – Eu estive na sua casa e conversei com seus pais.
ELIZABETH – Você deve ta me confundindo com outra Elizabeth.
SILVIO – Eu preciso conversar com você sobre seus pais.
ELIZABETH – Eu não tenho pais, sou órfã.
SILVIO – Por favor, Elizabeth, tenta me compreender...
JOANA – O, almofadinha, deixa a Beth em paz e caia fora daqui.
SILVIO – Eu preciso falar com ela só mais um instante.
GRETCHEN – Vai cair fora ou vamos ter que cortar seu pescoço.
SILVIO – Olha aqui, tudo bem, eu só vou perguntar umas coisas pra ela e vou embora.
GRETCHEN – Você não vai perguntar mais nada. Ela é nossa e só sai daqui morta, você entende?
SILVIO – Não! Não entendo. Eu sei que ela está presa no pecado, mas sei que existe um Deus que pode libertá-la.
GRETCHEN - É mesmo?
SILVIO – Com toda a certeza, e sei que muitas de vocês sabem quem é esse Deus e conhecem a verdade que liberta, mas prefere andar no pecado a seguir o único caminho.
JOANA – Deixa esse maluco pra lá, vamos embora.
GRETCHEN – E a Elizabeth?
JOANA – Deixa ela pra lá, se ela quiser ir que vá, ela ta tão viciada que logo volta pra nós correndo.
GRETCHEN – E a Fabíola?
JOANA - Essa tá pra lá de marte, eu não vou carregá-la, vamos depois ela nos acha lá na praça. (Saem de cena Joana e Gretchen)
SILVIO – (Orando) Senhor, restaura a vida da Elizabeth, me ajuda a tirar ela das trevas em nome de Jesus.
ELIZABETH – Silvio, só você mesmo pra achar que ainda tenho alguma chance.
SILVIO – Você tem e estou aqui pra te ajudar.
ELIZABETH – Acorde a fabíola, ela também não agüenta mais essa vida, você precisa ajudá-la a sair dessa.
SILVIO – Com certeza as duas vão mudar de vida e será uma benção nas mãos de Deus. Vamos embora.
ELIZABETH – Mas pra onde?
SILVIO – Confia em mim, vamos pra sua casa.
ELIZABETH – Não, eu não posso meus pais não querem saber de mim.
SILVIO – Você acredita em milagre?
ELIZABETH – Sei lá, acho que sim.
SILVIO – Você está olhando pra um, eu sou um milagre de Deus, eu devia estar morto e hoje estou aqui pra te ajudar.
ELIZABETH – O que tem isso a ver com meus pais?
SILVIO – Deus fez um milagre na vida deles, primeiro a sua mãe e depois seu pai.
Venha vamos embora, Fabíola acorde, eu sou o Silvio e vim te ajudar.
ELIZABETH – vamos minha amiga, vamos pra minha casa.
FABÍOLA – (Zonza) To com fome!
SILVIO – Então vamos comer! (Música aumenta - Saem de cena – B.O)
CENA FINAL – (LUZ – Paulo e Anita na sala entra Silvio, Elizabeth e Fabíola)
ANITA – Oi filha, vem dá um abraço na mãe. (Timidamente a Elizabeth vai e abraça a mãe)
PAULO – Oi Elizabeth, como vai, tudo bem?
ELIZABETH – Tudo pai. (Abraçam-se)
SILVIO – Eu trouxe a fabíola, ela estava na rua com a Elizabeth.
ANITA – Ela pode ficar aqui em casa.
SILVIO – Somente por hoje, eu conversei com ela e conheço seus pais, amanhã eu vou levá-la até eles.
PAULO – Eu quero te agradecer em primeiro lugar por todas as coisas que falou pra nós sobre o valor da família pra Deus e o bem que isso nos faz e por ter trazido a Elizabeth pra casa.
ANITA – É verdade, você abriu os nossos olhos, nos fez conhecer um pouco de Deus e nos mostrou uma fé que nunca tínhamos visto antes, obrigado de coração.
SILVIO – Eu que agradeço a Deus por me usar, eu que já fui da pior espécie.
Ele resolveu investir e hoje estou aqui.
PAULO – Deu certo, Deus melhor que ninguém pra conhecer o que Ele criou.
SILVIO – É verdade! Elizabeth, amanhã eu passo aqui e conversamos sobre seu futuro, agora descansa e curta seus pais.
ELIZABETH – Obrigada! Você sempre foi um grande amigo!
Anita – Vamos jantar, você fica pra comer conosco Silvio.
SILVIO – Eu prefiro deixar vocês à vontade...
PAULO – Não vai fazer essa desfeita!
SILVIO – Então, tá eu fico! (Música aumenta – B.O)
NARRAÇÃO – Família é o maior plano de Deus! Quantas famílias estão sendo destruídas pelo inimigo, por falta de compreensão, amor e da palavra de Deus dentro do coração do ser - humano.
Pais que rejeitam a herança que Deus, trazendo destruição e morte.
Quando a palavra entra em um lar, vidas são restauradas e a paz de Cristo reina mostrando que a melhor coisa é estarmos na Sua Presença.
FIM.
Paulo Doron, pai omisso na criação da filha Elizabeth que se torna rebelde.
Anita teve a filha Elizabeth na adolescência, omissa, não dá a mínima pra sua criação.
Elizabeth, filha de Paulo e Anita, sente falta da compreensão dos pais e cresce revoltada.
Joana, Fabíola e Gretchen, amigas perdidas que a levam para as drogas.
Silvio, amigo de Elizabeth, tenta ajuda-la a sair da vida de perdição a que vive.
Ministério Atores de Cristo – São Paulo - Brasil
Texto de Nan Breves
CENA 1 – (Música – Luz em Elizabeth na sala assistindo desenho na TV)
ELIZABETH – (Rindo) Esse pica-pau é muito engraçado! (Entra Anita sua mãe)
ANITA – Toma vergonha nessa cara, vai arrumar um namorado em vez de ficar vendo desenho.
ELIZABETH – Mãe, eu tenho somente 14 anos, não tenho idade pra namoro.
ANITA – Eu com sua idade já estávamos te esperando.
ELIZABETH – Mas eu não sou você!
ANITA – Então vai arrumar um emprego ou alguma coisa pra fazer.
ELIZABETH – Eu vou pra escola.
ANITA – Então vai.
ELIZABETH – Ta cedo mãe!
ANITA – Então me ajuda na limpeza da casa.
ELIZABETH – Eu já arrumei meu quarto e a sala. Você não gosta de me ver em casa mesmo né?
ANITA – Não é isso, é que me incomoda vê tanta vagabundagem.
ELIZABETH – A senhora é igual ao pai.
ANITA – Em que sentido?
ELIZABETH – Todos os sentidos, não me deixam em paz, fica me expulsando de casa.
ANITA – Seu pai está trabalhando pra te sustentar e você o que está fazendo pra ajudar?
ELIZABETH – Mas o que eu posso fazer?
ANITA – Na sua idade...
ELIZABETH – Chega mãe! Eu não agüento mais esse sermão, na minha idade, deixa eu ser adolescente, sou jovem ainda, a senhora não entende...
ANITA – Duas coisas eu te digo, nunca mais grite comigo e não me chame de senhora, eu não sou velha.
ELIZABETH – Isso não é ser velha, é respeito, mas eu esqueci que você não gosta de ser respeitada porque nunca respeitou seus pais.
ANITA – Ainda sou muito jovem e pra mim isso é envelhecer e eu odeio a velhice.
ELIZABETH – O pior é que ninguém tem saída, uma hora ela chegará.
ANITA – cala a boca e nem diga lá na rua que é minha filha, assim ninguém saberá que tão nova já sou mãe.
ELIZABETH – Tem vergonha de mim, mãe?
ANITA – Prefiro não te responder. (Música)
ELIZABETH – Dizem que cada um tem os pais que merece, talvez eu mereça.
ANITA – E levante as mãos pro céu porque somos muito bons pra você.
ELIZABETH – To indo.
ANITA – Não vai comer?
ELIZABETH – Não, eu to sem fome.
ANITA – É melhor que sobra mais pro seu pai.
ELIZABETH – É, deixa pro pai, ele precisa mais que eu. (Música - Sai de cena – B.O)
CENA 2 – (Música – Luz – Paulo na sala assistindo TV, entra Elizabeth vindo da escola)
ELIZABETH – Oi pai!
PAULO DORON – (Fala seco) Oi.
ELIZABETH – O senhor viu a mãe?
PAULO – Não sei. Deixa eu ver isso aqui.
ELIZABETH – Hoje tirei nota alta na prova...
PAULO – Tá.
ELIZABETH – As minhas amigas não acreditaram...
PAULO – (Gritando) Dá pra deixar eu ver essa droga de jogo?
ELIZABETH – Mas eu to falando das minhas notas...
PAULO – O que me interessa suas notas, grande coisa, se fosse à faculdade...
ELIZABETH – Eu achei...
PAULO – Aqui nessa casa você não acha nada.
ELIZABETH – Pai, eu vou chegar à faculdade.
PAULO – Como? Nesse Pais de ladrões? Aqui só estuda quem já é rico, pobre não tem vez, por isso os políticos estão tentando matar a fome do povo em vez de dar estudo, estudar com fome ninguém estuda.
ELIZABETH – Eu sei que o senhor é revoltado com o sistema, mas eu vou vencer, eu prometo.
PAULO – Prometa a você e não a mim, olha pra você e mais ninguém.
ELIZABETH – Mas pai, eu quero...
PAULO – Chega! Vá pro seu quarto e me deixe assistir o jogo. (Música – B.O)
CENA 3 – (Luz – Elizabeth no telefone, entra Paulo e Anita)
ELIZABETH – (No telefone) Na quinta a gente se vê lá no arraial. Eu não fumo besta, nada, nada, e nem bebo. Ta bom, a gente se fala na quinta, beijo. (desliga)
PAULO – Eu não quero saber de namorico com esses moleques, viu?
ELIZABETH – O Silvio não é moleque, ele é meu melhor amigo.
PAULO – Onde já se viu uma menina ter amigo homem?
ELIZABETH – Mas eu tenho pai.
PAULO – Vai ficar uma semana de castigo se eu te pegar com qualquer moleque.
ELIZABETH – O senhor fala como se ligasse pra mim.
PAULO – Vamos calar essa boca senão começa agora o castigo.
ELIZABETH – (Fala murmurando) Eu vou acabar indo embora dessa casa...
PAULO – O que disse menina?
ELIZABETH – Nada não pai!
PAULO – Então vai pro quarto agora mesmo e sem um pio.
ELIZABETH – Mas, mãe faça alguma coisa.
ANITA – Você ouviu o seu pai, vá logo de uma vez menina. (Elizabeth sai chorando)
PAULO – Você precisa dá um jeito nessa menina, anda muito solta.
ANITA – E você com isso?
PAULO – Como assim eu com isso?
ANITA – Você não dá a mínima pra menina, agora quer prendê-la, com que intenção?
PAULO – A vida ai fora tá muito violenta, eu não quero nenhum mal pra ela.
ANITA – Pra mim isso é passageiro, você continua não dando a mínima.
PAULO – E você mãe modelo, cuida dela como devia?
ANITA – Eu faço o que posso filho você cria e depois ainda batem na sua cara.
PAULO – Na minha se bater perde a mão.
ANITA – Eu não estou dizendo literalmente, eu digo que amanhã ela troca os pais por qualquer homem e ainda viramos avós obrigados e babás.
PAULO – Se chegar aqui grávida eu coloco no meio da rua.
ANITA – Eu também! (Música – B.O)
NARRAÇÃO – Três meses se passaram, Elizabeth estava cada dia mais ligado às amigas e completamente nas drogas.
CENA 4 – (Luz – Elizabeth na Rua com Joana, Fabíola e Gretchen)
ELIZABETH – Eu preciso falar com o Silvio, vou até a casa dele.
JOANA – Pra que Beth, espera que o Rodolfo ta trazendo o barato pra nós.
ELIZABETH – Eu sei, mas vou lá rapidinho e volto.
JOANA – Tá querendo amarelar é?
ELIZABETH – Claro que não, eu vou e volto, a Fabíola vai comigo pra agilizar.
FABÍOLA – Tudo bem, eu vou com ela.
GRETCHEN – Pra mim as duas vão amarelar, eu não concordo.
JOANA – Também não!
ELIZABETH – Eu tenho cara de quem amarela?
GRETCHEN – Isso não vem ao caso, é atitude, mandamos encomendar, agora temos que esperar o Rodolfo e pagar pra ele.
ELIZABETH – Mas taí a grana, pega com ele e me esperem voltar.
GRETCHEN – Olha aqui Elizabeth, se quer ir pode ir, mas a Fabíola não vai, eu sei que você vai se encontrar com o Silvio que é crente, isso porque você deve tá com a consciência pesada por ter usado droga e agora quer pular fora.
JOANA – também acho, porque essa droga de hoje é muito forte e vai te enlouquecer... Tá com medo Beth?
ELIZABETH – Claro que não! Tudo bem, eu fico, pegamos a droga usamos e depois eu vou ver meu amigo.
GRETCHEN – Tá fechado! (Música – B.O)
CENA 5 – (LUZ – Silvio indo na casa da Elizabeth, Anita e Paulo na sala)
ANITA – (Silvio batendo a porta) Já vai!
PAULO – Quem será perturbando uma hora dessas?
ANITA – (Abrindo a porta) Pois não, o que deseja?
SILVIO – Oi dona Anita, é o Silvio, amigo da Elizabeth.
ANITA – Oi Silvio, o que deseja?
SILVIO – Desculpa incomodar...
PAULO – Já incomodou!
SILVIO – Mil desculpas seu Paulo.
PAULO – O cabra sabe até meu nome.
SILVIO – Eu só passei pra saber da Elizabeth...
PAULO – Foi viajar.
SILVIO – Ela viajou, mas não me disse nada.
PAULO – E precisava? Ela é dona do próprio nariz.
ANITA – Olha Silvio a Elizabeth saiu de casa e não sabemos pra onde foi, disse que ia viajar por ai com uma amigas.
SILVIO – As únicas amigas que ela tinha eram da pesada, eu avisei a ela pra sair fora, mas se conselho fosse bom...
ANITA – Se souber alguma coisa me avise.
SILVIO – Mas vocês procuraram saber pra onde ela foi, sei lá tentaram ver com alguém seu paradeiro?
PAULO – E você acha que temos tempo a perder com a Elizabeth, aquela ingrata?
SILVIO – Seu Paulo, filho é herança de Deus, essa idade é a pior de todas e temos que cuidar com mais carinho.
PAULO – Você está querendo me ensinar a cuidar de minha família?
SILVIO – Claro que não, só estou preocupado com ela.
PAULO – deixa ela viver, um dia ela volta.
SILVIO – Como tem tanta certeza? Hoje tem tanta violência, só Deus pra livrar.
PAULO – Eu vou dormir que ganho mais. (Sai de cena)
ANITA – Boa noite Silvio, deixa nas mãos de Deus, ele cuida.
PAULO – A senhora crê mesmo que Deus cuida, quando Ele diz pra cuidarmos, um dia Ele vai requerer a herança que deu a vocês e como será?
ANITA – Você acha mesmo que filho é herança de Deus?
SILVIO – Com toda a certeza! Se for bem criado e ensinado o caminho a seguir, ele nunca se desviará e se desviar, Deus o trará como prometido na palavra.
ANITA – A Elizabeth não tem mais jeito, ela já está perdida.
SILVIO – Engano seu, ela poderá ser uma boa filha, basta ela compreender o significado de servir a Deus e vocês o significado de compreensão.
ANITA – Você é muito jovem e fala como adulto. Quem te ensinou isso?
SILVIO – Com meus pais e na escola bíblica.
ANITA – Eu o acho muito inteligente e gostaria de tê-lo como genro, vá procurar a Elizabeth e traga ela pra casa.
SILVIO – Obrigado dona Anita, eu vou sim, olha aproveitando a oportunidade eu gostaria de falar um pouco do Senhor Jesus, eu posso?
ANITA – Um pouco não vai atrapalhar ninguém, entra que vou te servir um café.
(Música aumenta – B.O)
CENA 6 – (LUZ - Elizabeth na rua drogada com suas amigas aparece Silvio)
SILVIO – Elizabeth sou eu o Silvio.
ELIZABETH – Silvio, que Silvio?
SILVIO – O Silvio da igreja.
ELIZABETH – Silvio, como vai? Fale baixo porque elas odeiam crentes.
SILVIO – Olha Elizabeth eu vim te buscar, vamos pra casa.
ELIZABETH – Que casa, eu não tenho mais casa.
SILVIO – Eu estive na sua casa e conversei com seus pais.
ELIZABETH – Você deve ta me confundindo com outra Elizabeth.
SILVIO – Eu preciso conversar com você sobre seus pais.
ELIZABETH – Eu não tenho pais, sou órfã.
SILVIO – Por favor, Elizabeth, tenta me compreender...
JOANA – O, almofadinha, deixa a Beth em paz e caia fora daqui.
SILVIO – Eu preciso falar com ela só mais um instante.
GRETCHEN – Vai cair fora ou vamos ter que cortar seu pescoço.
SILVIO – Olha aqui, tudo bem, eu só vou perguntar umas coisas pra ela e vou embora.
GRETCHEN – Você não vai perguntar mais nada. Ela é nossa e só sai daqui morta, você entende?
SILVIO – Não! Não entendo. Eu sei que ela está presa no pecado, mas sei que existe um Deus que pode libertá-la.
GRETCHEN - É mesmo?
SILVIO – Com toda a certeza, e sei que muitas de vocês sabem quem é esse Deus e conhecem a verdade que liberta, mas prefere andar no pecado a seguir o único caminho.
JOANA – Deixa esse maluco pra lá, vamos embora.
GRETCHEN – E a Elizabeth?
JOANA – Deixa ela pra lá, se ela quiser ir que vá, ela ta tão viciada que logo volta pra nós correndo.
GRETCHEN – E a Fabíola?
JOANA - Essa tá pra lá de marte, eu não vou carregá-la, vamos depois ela nos acha lá na praça. (Saem de cena Joana e Gretchen)
SILVIO – (Orando) Senhor, restaura a vida da Elizabeth, me ajuda a tirar ela das trevas em nome de Jesus.
ELIZABETH – Silvio, só você mesmo pra achar que ainda tenho alguma chance.
SILVIO – Você tem e estou aqui pra te ajudar.
ELIZABETH – Acorde a fabíola, ela também não agüenta mais essa vida, você precisa ajudá-la a sair dessa.
SILVIO – Com certeza as duas vão mudar de vida e será uma benção nas mãos de Deus. Vamos embora.
ELIZABETH – Mas pra onde?
SILVIO – Confia em mim, vamos pra sua casa.
ELIZABETH – Não, eu não posso meus pais não querem saber de mim.
SILVIO – Você acredita em milagre?
ELIZABETH – Sei lá, acho que sim.
SILVIO – Você está olhando pra um, eu sou um milagre de Deus, eu devia estar morto e hoje estou aqui pra te ajudar.
ELIZABETH – O que tem isso a ver com meus pais?
SILVIO – Deus fez um milagre na vida deles, primeiro a sua mãe e depois seu pai.
Venha vamos embora, Fabíola acorde, eu sou o Silvio e vim te ajudar.
ELIZABETH – vamos minha amiga, vamos pra minha casa.
FABÍOLA – (Zonza) To com fome!
SILVIO – Então vamos comer! (Música aumenta - Saem de cena – B.O)
CENA FINAL – (LUZ – Paulo e Anita na sala entra Silvio, Elizabeth e Fabíola)
ANITA – Oi filha, vem dá um abraço na mãe. (Timidamente a Elizabeth vai e abraça a mãe)
PAULO – Oi Elizabeth, como vai, tudo bem?
ELIZABETH – Tudo pai. (Abraçam-se)
SILVIO – Eu trouxe a fabíola, ela estava na rua com a Elizabeth.
ANITA – Ela pode ficar aqui em casa.
SILVIO – Somente por hoje, eu conversei com ela e conheço seus pais, amanhã eu vou levá-la até eles.
PAULO – Eu quero te agradecer em primeiro lugar por todas as coisas que falou pra nós sobre o valor da família pra Deus e o bem que isso nos faz e por ter trazido a Elizabeth pra casa.
ANITA – É verdade, você abriu os nossos olhos, nos fez conhecer um pouco de Deus e nos mostrou uma fé que nunca tínhamos visto antes, obrigado de coração.
SILVIO – Eu que agradeço a Deus por me usar, eu que já fui da pior espécie.
Ele resolveu investir e hoje estou aqui.
PAULO – Deu certo, Deus melhor que ninguém pra conhecer o que Ele criou.
SILVIO – É verdade! Elizabeth, amanhã eu passo aqui e conversamos sobre seu futuro, agora descansa e curta seus pais.
ELIZABETH – Obrigada! Você sempre foi um grande amigo!
Anita – Vamos jantar, você fica pra comer conosco Silvio.
SILVIO – Eu prefiro deixar vocês à vontade...
PAULO – Não vai fazer essa desfeita!
SILVIO – Então, tá eu fico! (Música aumenta – B.O)
NARRAÇÃO – Família é o maior plano de Deus! Quantas famílias estão sendo destruídas pelo inimigo, por falta de compreensão, amor e da palavra de Deus dentro do coração do ser - humano.
Pais que rejeitam a herança que Deus, trazendo destruição e morte.
Quando a palavra entra em um lar, vidas são restauradas e a paz de Cristo reina mostrando que a melhor coisa é estarmos na Sua Presença.
FIM.
Under:
Dia dos Pais
O desespero de um pai por um filho... A rebeldia e a revolta de um filho contra seu pai, contra a igreja... furtos em casa... O que o pai poderá fazer por este filho?
Personagens: Pai, Mãe, Filho, Amigo 1, Amigo 2, Namorada, Anjo 1, Anjo 2.Texto:
(O pai esta sentado no sofá de sua casa cochilando quando seu filho rebelde acaba de chegar da noitada com seus 2 amigos e sua namorada...o pai acorda com a bagunça)
Pai: O Guilherme isso é hora de chegar em casa? E ainda com um monte de gente!! Aonde voce estava?? Eim meu filho??
Filho: Ah coroa, não me enche. Logo de manhã... e se voce ainda não viu, eu estou com meus amigos e minha mina!!! Não são estranhos!!! E eu não te devo satisfações da minha droga de vida!!! Ah! Não me enche a paciência que eu vou só assaltar a geladeira...e sair daqui desse inferno voando!!!
Namorada: É meu bem, nós já estamos atrasados...
Filho: Calma mina, relaxa!!!
Pai: Você me deve satisfações sim!! Se você não se lembra, seu pai sou eu!! E você ainda é de menor, então, quem manda em voce sou eu!! E aonde você pensa que vai, a umas horas dessas? Você acabou de chegar!!!
Amigo 1: Pó cara, manda esse mala calar a boca!!! Minha cabeça esta doendo de tanto bláblábláá ...
Amigo 2: É, vamos comer logo!! E vazar, que já estamos atrasadermos!!!
(eles saem de cena deixando o pai sozinho chorando e falando com Deus)
Pai: ( chorando) Senhor... o que foi que eu fiz de errado?? Meu Pai... por que ele não me dá ouvidos?? Eu já tentei de tudo, mas nada funciona...ele não me respeita...vive nas noitadas fazendo... ah, só Deus sabe...meu Deus eu já chorei muito por ele meu pai...faça que essas lagrimas sirvam para algo....eu não agüento mais.
( o filho sua namorada e seus amigos saem de cena cantando, bebendo e dançado.O pai tenta falar com seu filho mais o filho não da bola e continua andando)
(fecha a cortina)
Narração: ( a narração deverá falar que já se passaram alguns dias)
(abre-se a cortina)
(o filho está sentado no sofá comendo algo, e o telefone toca é seu amigo 1)
Filho: Alô...a é você...fala meu brother qual é a parada...sério??? Vai ter uma festa reiver...Claro que eu vou...É é lógico...O que (risadas) Até parece meu pai não tem que deixar nada...É eu faço da minha vida oque eu bem quiser e entender...é claro...ãh, tem um probleminha??...Tá fala logo....Ah, você tá sem grana...não ...você não pode deixar de ir só por isso não...Nossa meu eu tive uma idéia daquelas...é... o presta atenção...cala a boca cara, deixa eu falar...então o meu velho tem grana...cê ta loco, eu vou pedir pra ele, até parece ele não me daria nenhum centavu... minha idéia é melhor... é, eu vou roubar ele. Eu sei onde fica o cofre da casa... é, e lembra que eu te contei que eu tinha combinação.... caso fosse uma emergência eu poderia pegar o dinheiro... e isso é uma emergência... falô...depois você me liga pra nos combinarmos a hora pra irmos pra lá...( desliga o telefone)
(o pai entra em cena)
Pai: Até que em fim te achei em casa!!! Agora eu posso falar com você...
(o filho aumenta o som pra não escutar o pai falando)
Filho: Tá pai pode falar... Mas eu não vou te ouvir(risadas)
(o pai desliga o som)
Pai: Guilherme, você já esta com 17 anos nas costas e não faz nada!!! Só fica nessa porcarias de baladas, festa rave... não vai procurar um emprego... só se mete em roubada... meu filho, porque voce não vai pra igreja?? Vai servir a Jesus... ele é a única salvação( o pai faz um apelo mais o filho não da ouvidos)
Filho: Carramba...você já vai começar a falar de igreja dinovo!!! Que merda!!! Eu já falei, eu não vou pra igreja não... mó lugar de loco... eu... não vou trabalhar nada não...você não disse que eu sou de menor?? Então você deve me sustentar!!! Vem cá desde quando eu pedi pra nascer?? Falando nisso eu não vejo a hora de completar 18 anos pra poder sair dessa maldita casa e ir poder morar sozinho... vai ser a melhor coisa do mundo, não ter que olhar pra essa cara feia, sua, todos os dias... e tchau eu já vou!!!( sai de cena)
Pai: (tentando impedir o filho de sair) Meu filho volte aqui...volte aqui Guilherme... Guilherme... Guilherme...(Começa a chorar e a falar com Deus)...
(entra em cena a mãe com uma vassoura na mão varrendo a casa)
Mãe: Germano...Germano oque que foi?? O que aconteceu?? Voce está chorando??
Pai: A meu bem, é o Guilherme...
Mãe: O que? O Guilherme? O que foi que aconteceu com ele? Eu sabia, fica saindo as altas horas da madrugada...tinha que dar nisso mesmo...
Pai: Não, meu bem...fica calma...não aconteceu nada de grave com nosso filho REBELDE não...
Mãe: Mas, então, porque você tá chorando homi?
Pai: Ah, esse menino não me respeita mais...não para mais em casa...não quer nem saber de ouvir falar de igreja... fica andando com essas más companhias...e eu estou suspeitando que ele anda nos roubando....o cofre cada dia vai sumindo mais dinheiro...não sei mais o que fazer...o que foi que eu fiz de errado?? Eu sempre fui um ótimo pai, dei tudo que ele queria... dei amor, carinho, afeto...mas ele agora que cresceu, eu acho que seu maior sonho é que eu morra, pra ele fique livre de mim para sempre....porque?? porqueeeeeeeeeee....
Será que minha vida não vale nada pra ele?...
Meu Deus, os filhos crescem e ficam tão diferentes. Hoje é dia dos pais, mas eu não quero presente, eu preciso apenas de um abraço...
Mãe: Ah, meu bem...eu nem ligo mais, e acho que você tem que fazer o mesmo...esquece que tem filho...se é que da pra chamar aquele muleque de filho... ele não quer nada com nada...a vida dele é só curtir e gastar...e eu ando percebendo, sim, que o cofre está ficando cada dia mais vazio... dou minha cara a tapa que é ele que anda roubando o dinheiro da nossa família...
Eu estou vendo o dia que ele vai chegar aqui em casa, com um monte de policiais, falando que ele esta preso por ter roubado, por estar carregando drogas, por estar andando com foragidos da cadeia... e muito mais...aquele ali não tem mais concerto não...se eu fosse você, eu parava de ficar chorando, porquem não merece...(sai de cena varrendo)
Pai: É mesmo...eu tenho que esquecer que tenho um filho....ingrato!!! Eu dei tudo de mim, pra dar uma vida confortável pra ele e é assim que ele me paga.. Eu prometo...eu nunca mais vou derramar uma se quer gota de lagrima... nem uma se quer, esse menino não merece. Ele é muito ingrato mesmo...( começa a coxilar)...
(fecha- se a cortina)
Narração: ( a narração deve falar que nunca devemos parar de lutar, nunca devemos parar de chorar...por quem agente ama...)_
( entra em cena dois anjos )
Cenário:
Terá que ter uma espécie de mesa com muitas taças de água, uma com muita água, outras com pouca, outras pela metade, umas sem água, mais terá uma que não cabe mais água esta quase trasbordando)
( o pai acorda, assustado com os anjos e pensa que ainda esta dormindo)
Pai: Meus Deus que criaturas são essas?? Eu devo estar dormindo...só pode...deixar eu voltar a dormir...na hora que eu abrir os olhos eles não estarão mais aqui...( deita no sofá fecha os olhos, rapidamente abre os olho e vê que os anjos ainda continua lá) Meu Deus onde eu estou??Que seres são esses??
Anjo 1: Seu Germano...parece estranho...mais voce esta no céu...
Pai: O que ??No céu? Eu só posso estar louco??Não é possível eu ainda nem morri...(pensa) Ou será que eu morri? Eu morri? Em eu morri?
Anjo 2: Não... voce não morreu...e também não esta louco...
Pai: Então como voce explica eu estar no céu falando com dois anjos?
Anjo 1: Então o senhor foi enviado aqui para o céu com um único propósito...
Pai: Propósito? Que propósito? E afinal o que são e são essa taças cheias d`água?
Anjo 2: Finalmente voce percebeu...Voce esta vendo essas taças...então voce percebeu que dentro de cada taça tem um pouco de água?
Pai: Sim...tambem estou notando que tem algumas com pouquíssima água, outras cheias...mais tem uma...essa aqui ela parece ser mais especial que as outras...por que ela esta quase trasbordando...o que significa ??
Anjo 1: Então essa sala se chama ´´ A SALA DAS TAÇAS DE LAGRIMAS``.
Pai: Lagrimas? Como assim?
Anjo 2: Essa sala se chama assim por que na verdade essas taças não estão cheias de água...na verdade elas estão cheias de lagrimas...
Anjo 1: É cada vez que uma pessoa derrama uma gota de lagrima...essas taças enchem mais um pouquinho...assim em diante a cada uma gota de lagrima caída dos olhos de uma pessoa...Deus a recolhe e as colocam dentro de sua taça...
Pai: Nossa.., mais oque acontece quando a taça trasborda?? Como essa por exemplo se o dono dela derramar mais uma gota de lagrima provavelmente ela vai transbordar...
Anjo 2: Quando a taça se enche, trasborda isso significa que a pessoa já chorou o bastante, já lutou por sua benção o bastante...e quando a taça trasborda...junto com as lagrimas que caem da taça também caem as bênçãos, as vitórias...em outras palvras quando a taça trasborda sua benção é alcançada...
Pai: Então...tem como voce me mostrar a minha taça?
Anjo 1: Claro que sim com todo o prazer( aponta para a taça que esta quase trasbordando) Essa aqui é a sua taça...viu ela esta quase transbordando...
Anjo 2: É mais voce não alcançará a sua benção....não é mesmo?? Por que voce disse que nunca mais iria derramar uma se quer lagrima...não disse então se voce não derramar nenhuma lagrima....a taça nunca irá transbordar...
Pai: ( Começa a fazer oração) Senhor eu sei que o Senhor esta de braços abertos para ajudar a todos nós seus filhos, mais para isso temos que lutar pelos nossos ideais...lutar até o fim... temos que buscar pelas pessoas amadas(enquanto ele ora a cortina começa a se fechar e os anjos sai de cena com as taças e as mesas, mais enquanto tudo isso acontece ele continua orando.............( de repente a cortina a abre e aparece ele orando, quando ele abre os olhos esta na sua casa)( durante a oração ele começa a chorar)
(Seu filho entra em cena mancando e todo machucado)
Filho: Pai...Pai...Me ajuda!!!
Pai: (desesperado) Pai o que... que aconteceu?? Menino? Meu Deus do céu!!!
Filho: Eu fui em uma festa reiver , e lá eu fui assaltado, tentei reagir...ia i aqueles locos me bateram até dizer chega...
Pai: Nossa meu filho...bem que eu te avisei...mais agora não é hora de dar sermões...é hora de cuidar das suas feridas...Mais meu filho onde esta seus amigos??
Filho: Amigos?? Que amigos?? Eu não tenho amigos...aqueles indivíduos e aquele zinha me deixaram lá apanhando e foram embora dançar...
Pai: Tabem filho mais eu sempre te disse que Jesus era seu único amigo...ele nunca vai te abandonar...
Filho: Mais pai se ele fosse mesmo meu amigo ele não teria deixado isso acnotecer comigo...
Pai: Na bíblia fala assim ‘’ Faça a tua parte que a minha eu farei’’ Voce estava fazendo a sua parte?
Filho: Não pai...
Pai: Então filho vamos para o medico, tratar desses seus ferimentos...por que hoje ainda eu tenho que ir no culto na igreja, hoje vai ter uma reunião especial do dias dos pais...
Filho: Esta bem papai...vamos sim...trataremos dos meus ferimentos...depois o senhor vai para a sua igreja...(pensa) Não pensando bem não voce não vai para a igreja...Nós vamos para a igreja...Por que se é mesmo bom ser um amigo de Deus...eu quero... eu quero ser amigo de Deus...
Pai: Muito obrigado meu Deus eu sabia, que um dia esse milagre aconteceria em minha vice...muito obrigado mesmo pois agora eu sei o quanto é importante que nós pais lutamos pelos nossos filhos...sei a importância de chorar por nossos filhos...muito obrigado Deus por me dar essa lição de vida!...
Filho: A pai ainda tem uma coisa pra te dizer...
Pai: o que filho?Fala...
Filho: Pai muito obrigado por ter me criado todos esses anos com todo esse carinho...com todo esse amor...com todo esse afeto...essa dedicação...muito abrigado meu pai por ter lutado por mim...por ter chorado por mim...se um dia eu for um pai quero ser um pai assim idêntico a voce...papai apartir de hoje eu serei o filho que voce tanto sonhou...aquele filho que sempre irá te obedecer...atender as suas ordens, ouvir e seguir os seus sábios conselhos...Meu Deus eu te agadeço por te me dado um pai com esse o Sr. Germano Gonçalves...Muito...muito obrigado mesmo...A meu pai falta uma coisinha...
Pai: (chorando) O que meu filhinho?
Filho: (dando um abraço em seu pai...´´FELIZ DIAS DOS PAIS``.
Fecha a cortina
Under:
Dia dos Pais
Dramas dos relacionamentos familiares, pais e a importância deles; com qual deles há identificações...
Filho que não tem pai
Pai muito ocupado
Pai que não dá carinho
Pai que bate no filho
Narradora: Sabe, um pai faz muita falta, pra dar um carinho, uma bronca, um conselho, uma direção, uma correção... muitos filhos infelizmente nascem e crescem sem seus pais, muitas vezes pela mãe ter uma gravidez precoce, o pai imaturo não quer assumir. Outras vezes o pai abandona o lar... enfim... é triste uma criança crescer sem seu pai...
(Adolescente, no meio triste.)
Chega a mãe: o que foi filha, pq vc está assim?
Filha: como você sabe mãe, hoje é dia dos pais e eu não tenho um pai para comprar um presente, dar uma lembrança ou até mesmo dizer um EU TE AMO (chora)
Mãe: mais filha eu tenho dado duro, trabalhado muito para nada te faltar, ralo bastante. Tenho sido seu pai e sua mãe...
Filha: eu sei mãe e sou grata à Deus por ter me dado uma mãe assim como vc, mais é diferente, não é a mesma coisa de vc ter seu pai...
Mãe: mais filha
(filha interrompe) filha: mas, mãe acho que seria muito bom se eu tivesse um pai com quem contar...
Mãe: filha, Deus sabe de todas as coisas, quem sabe, é melhor vc não ter um pai, do que ter um que venha te maltratar...
Filha: é verdade!
(saem as duas tristes)
Narrador: tá vendo, é triste, não é? Mais sabe que ela falou algo que é verdade, muitas vezes é melhor vc não ter um pai, do que ter um pai muito ocupado, que põe trabalho, serviço, emprego, e coisas fúteis como prioridade e não tem tempo para a sua família, em vez da família ser prioridade, não! Não tem tempo para sair com a esposa, com a filha, pra ir na praça, no china (ri), é verdade trabalha que nem um escravo e depois fala que não tem dinheiro, vejamos...
(família toda na sala)
Filha: oi pai, chegou cedo hoje!
Pai: oi filha!
Esposa: amor vamos sair no sábado? Há muito tempo Não saímos juntos, em família...
Pai: não querida, fui escalado para trabalhar no sábado!
Filha: mais que escala é esta? Todo sábado vc é escalado! Agente nunca sai ...
Pai: depois agente conversa, estou no horário de almoço, daqui à pouco vou voltar...
Esposa: e nós vamos sair quando?
Filha: pai quero ter fazer uma surpresas nos dias dos pais, quero sair contigo para um lugar muito especial, meu pai...
Pai: filha desculpe te desapontar, mais no dia dos pais eu vou dobrar!
Esposa: chega amor, estou cansada disso, só trabalho, trabalho e mais trabalho, onde fica família e Deus nisto?
(mãe puxa a fila e saem, pai pensa, lamenta e sai)
Narradora: tá vendo, prefere o trabalho, do que momentos de lazer com a sua família, e compromisso de verdade com Deus, em vez de colocar Deus e depois a sua família como prioridade, bota um mísero empreguinho...
Agora vejamos um pior, um pai que não dá carinho e nem amor para sua filha e esposa, que não dá atenção, acha que colocar arroz e feijão em casa é o suficiente, ignorante, esquece que um lar deve também ser alicerçado com amor, carinho, confiança... e não apenas com comida, como se barriga cheia fosse sinônimo de felicidade... Ignorante...
(Pai chega e filha carinhosamente vai falar com ele)
Filha: oi paaaaaaaaai
Pai: oi.
Filha: aconteceu alguma coisa, pai?
Pai: não nada de mais, nada que desrespeite à crianças...
Filha: (triste) pai precisamos conversar à muito tempo que vc não conversa comigo, pelo que eu me lembro de filha pra pai...nunca!
Pai: hei garota, o que vc quer mais, já tem comida em casa, arroz, feijão não te falta.. vc deveria ser muito feliz por isso sabia?
Filha: pai, comida não é tudo... eu preciso de carinho, de atenção, de afeto...
Pai: ah garota mal agradecida, mal criada...amor? afeto? Blá, blá, blá... pra quê?
Que isso traz pra vc, garota?
Filha: traz educação, base, pois, amanha eu terei a minha família e passarei tudo de bom que aprendi com meu pai.
Pai: isto é palhaçada, vc já tem o amor de Deus na sua vida e é mais do importante..
Filha: com certeza, eu amo o meu Deus acima de tudo, Ele sim é o meu pai, O pai, o nosso Pai, mais pai...
Pai: mais nada, não me tira da graça:
Filha: este assunto não vai nos levar a nada, mais quer saber? Vou dar para meus filhos tudo o que não tive, amor, carinho, atenção, afeto, conversas, conselhos, e não apenas arroz e feijão, tudo o que não tive (sai nervosa, triste, irada, mais não rebelde)
Pai: ah menina ingrata!
(pai sai enfurecido)
Narradora: realmente, um ignorante, mas sem mais comentários, agora uma filha que cresce vendo cenas indescritíveis, o pai batendo em sua mãe e a criança indefesa não podendo fazer nada! Como se ainda não bastasse um pai que bate em sua filha, chega meio que embriagado, com problemas e descontas na sua família, na sua filha! Um bruto:
(pai chega meio embriagado)
Filha: pai? Bebeu de novo, pai? Porque isso?
Pai: vc não se meta, deixa de ser abusada!
Filha: mais meu pai eu quero seu bem,
Pai: ah menina abusada, (bate nela)
Filha: (chora): que isso, vc ta maluco, que eu falei de mais?
Pai: falou de mais, te criei muito mau menina!
Filha: ah ta bom, eu que cresci traumatizada vendo vc chegar bêbado e descontar tudo na gente! Cresci vendo vc espancar minha mãe e no dia seguinte ela machucada falava para todos que caiu!
Vc sempre foi bruto, grosso, bêbado.. Nojento, mais eu sempre te amei...
Pai: (com raiva) a menina a educação que eu não te dei vou dar hj...
(sai batendo muito e ela gritando e chorando)
Narradora: não tenho o que dizer! O pior que são retratos de vidas reais, que com certeza alguns destes casos já aconteceu com algum conhecido, familiar ou até mesmo com vc, na sua família, talvez vc hoje poderia está esperando uma peça com um lindo final feliz, o que adianta, se não causar efeito nenhum nos espectadores,então fizemos esta encenação levando como reflexão lares, famílias, pais... filhos. Não sei que tipo de pai é vc, espero que não se enquadre em nenhum destes casos, em nenhum mesmo!
Mais há tempo de mudar! De melhorar, evoluir, de se tornar um bom pai, dá mais atenção a sua família, sua esposa, sua filha, saiba que trabalho passa, damos a vida e quando menos notar, bum! Estamos demitidos, agora momentos com a família não! Estes momentos sim ficarão, momentos de risos, de felicidade, momentos que marcam...
é muito bom ter um pai que dá carinho para seus filhos, atenção; pai, eu não sei como foi o seu pai, mais seja para o seu filho dez vezes melhor do que o seu pai foi para vc! Converse, transmita confiança, não brigue, não bata, não agrida, dê valor, pois família, é um projeto de Deus, plano de Deus... e não tem, nada mais lindo do que ver um lar feliz.
Lembre-se, Lembre-se, Lembre-se o seu filho é o seu retrato, o que vc faz com ele hj se reflete no amanhã!
(A filha no meio da fala da narradora vai para o meio da igreja senta e começa a chorar, chora muito, no final a narradora sai disfarçadamente, a mãe chega abraça a filha seca o rosto dela, em seguida, o pai chega todo se abraçam amorosamente dão as mãos e) falam:
FELIZ DIA DOS PAIS!
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Dia dos Pais
Eita família! Um alcolatra, desempregado e corno. Uma filha namorada de traficante, a outra prostituta... Esta familia tem uma empregada, Raquel, conhece e segue o caminho do senhor... Acompanhe o drama, monte a peça.
Carlos entra na sala, coçando a cabeça - com os cabelos desarrumados e a barba por fazer, com um ar de quem dormiu mal à noite e ainda um pouco embriagado. Está procurando alguma coisa.
CARLOS - Eu sei que ainda tem uma por aqui em algum lugar. Eu mesmo coloquei. Com certeza Célia descobriu e deve ter jogado fora ou colocado em outro lugar. Mas ela me paga. Raquel! ... Ô, Raquel! (gritando) Onde será que se meteu essa mulher? Raquel! Raqueeeel!...
RAQUEL (entrando, apressada) O que foi, seu Carlos? Pra que isso tudo? Alguém se machucou?
CARLOS - Ainda não, mas se eu não encontrar logo o que tô procurando, alguém vai se machucar, com certeza!
RAQUEL - Seu Carlos, não fale bobagens, não profetize desgraças. Deixe eu ajudar o senhor. O que é que o senhor está procurando?
CARLOS - (ironizando) Veja só, Raquel! É uma garrafa bem bonitinha, bem cheirosinha,
bem cheinha, que eu tinha guardado bem aqui e agora não tá mais. Pernas ela ainda não tem, portanto alguém pegou.
RAQUEL - É a garrafa de cachaça?
CARLOS - (botando as mãos na cabeça) Não! Como tu é inteligente, Raquel! Claro que é a garrafa de cachaça! O que mais poderia ser? Vinagre? E então, foi tu que pegou?
RAQUEL - Não, seu Carlos, não fui eu. Eu nem vi essa garrafa.
CARLOS - E quem foi, então? Sozinha é que ela não saiu daqui!
CÉLIA - (entrando) Fui eu. Peguei e joguei fora. Já lhe falei, Carlos, que aqui dentro você não bebe mais. Já querendo beber a essa hora, seu inútil? Trabalhar que é bom, nada, né? Que belo exemplo de você tá dando pros teus filhos. Vá se arrumar e procurar um emprego.
CARLOS - (covarde) Mas, Celinha, eu só queria tomar um gole pra criar coragem. Eu até fiquei de ir lá no supermercado! Me disseram que lá tinha uma vaga...
CÉLIA - Bêbado?!! Como é que você vai beber para conseguir emprego? Mas que vida mais miserável! Quem é que teria a coragem de contratar um bêbado? Um alcoólatra? Um cachaceiro?
CARLOS - Mas eu só bebo por que estou sem nada pra fazer! Aí, eu vou pro bar e fico conversando com meus amigos... agora, se eu tivesse um emprego...Isso é culpa do governo, que não investe no cidadão!
RAQUEL - Seu Carlos. Eu conheço alguém que podia lhe ajudar a se libertar desse vício.
CARLOS - Vício? Que Vício? Eu não tenho vício nenhum, não. Só bebo socialmente, pra me distrair um pouquinho. Quando eu começar a trabalhar, aí eu paro. Eu paro na hora que EU quiser.
RAQUEL - Não, seu Carlos, o que eu tô querendo dizer é que eu conheço alguém que lhe ajudaria a parar de beber.
CARLOS - Ah bom! Assim é diferente...
CÉLIA - E quem é essa pessoa, Raquel? Algum médico? Por que se for os Alcoólicos Anônimos não vai adiantar! A gente já tentou de tudo. Se você realmente conhece alguém que pode ajudar, me fale. Eu já não tô agüentando mais! Só não vá me dizer que é o seu pastor.
RAQUEL - Não, dona Célia. Eu falo de Alguém que está acima dos médicos e dos pastores. Eu falo Daquele que cura todos os males e doenças. Que levou sobre Ele todas as nossas dores e nos perdoou de nossas transgressões. Eu falo de Jesus.
CÉLIA - Não, Raquel, pregação de novo, não! E já tô cheia de problema e você ainda me vem com essa? Não tenho tempo para essas bobagens.
RAQUEL - Dona Célia, não são bobagens, não! Eu falo com a convicção da minha fé. Eu falo porque me foi dada a missão de falar. E principalmente por que amo muito vocês e sofro ao ver uma família tão bonita ter tantos problemas. Vocês têm a solução bem na frente de vocês e não querem ver.
CÉLIA - Tá bom, Raquel! Outra hora a gente fala sobre isso...
CARLOS (saindo) Amor, tô indo até a esquina ver os amigos.
CÉLIA - Vai, seu inútil. Vá encher sua cara de cachaça e vê se fica por lá mesmo.
RAQUEL - Dona Célia, não fale isso, seu Carlos é uma pessoa boa. Só precisa de ajuda.
CÉLIA - É uma cruz que eu tenho de carregar. (cochichando) Raquel, você sabe se alguém me ligou?
RAQUEL - Dona Célia, por favor, pare com isso. A senhora é uma mulher casada e não pode ter outro relacionamento. Isso é adultério. É contra as leis de Deus.
CÉLIA Eu sei, Raquel. Mas é a única coisa que tá me dando um pouco de alegria, um pouco de paz. Quando eu tô com ele, esqueço por alguns momentos os meus problemas.
RAQUEL - Mas a senhora não vai conseguir resolver os seus problemas assim. Só vai piorá- los. Só quem consegue resolvê-los é Jesus.
CÉLIA - Mas você conhece a minha luta, Raquel. Sabe o quanto eu sofro com essa família! Você devia era rezar, orar, pedir ao seu Deus, pelos meus filhos. Esses sim precisam muito de ajuda. E eu confio muito em você. Agora, deixa eu ir que ainda tenho muita coisa para fazer. (sai).
XANDE - (entrando e abraçando Raquel) Raquelzinha, meu amor, o que é tem para rangar hoje? Tô morrendo de fome!
RAQUEL - Onde é que você tava, seu Xande? Eu tava preocupada com você.
MARCOS - (entrando) Tava com a galera dele. Esse moleque não faz mais nada na vida a não ser freqüentar baile funk e perturbar por aí.
XANDE - E o que é que tu tem a ver com isso, hein? Já fez a cabeça hoje? Já foi pedir benção a Toninho?
MARCOS - Olha, aqui, moleque, se tu não parar com isso, vai se arrepender, visse?
RAQUEL - Parem com isso vocês dois! Não podem se encontrar que já querem brigar?Xande, vá estudar! E você, seu Marcos, vá agora mesmo no açougue pegar a carne pro almoço. Sua mãe mandou.
MARCOS - E cadê o dinheiro?
RAQUEL - Sua mãe não lhe dá mais dinheiro, e você sabe muito bem por quê. Ela mandou pôr na conta.
MARCOS - Que conta? O que eu soube é que a conta no açougue tá suspensa porque o pai não pagou. (bocejando) Além do mais, tô com uma preguiça danada...
TONINHO - (entrando) Deixa de ser preguiçoso, Marquinhos. Toma aqui o dinheiro e traz o que tiver precisando. E volta logo, visse?
MARCOS - (medroso) Claro Toninho, claro. Tô indo já. (sai, rápido)
XANDE - (rindo muito) Marquinhos saiu todo borrado.
TONINHO - Deixa ele, Xande. Tudo bem, Raquel? Cadê minha mina?
RAQUEL - Melissa tá lá na casa de dona Zuleide. Vou chamar.
XANDE – E aí, Toninho, tudo beleza? A turma tá vibrando muito contigo, mano. Quando tu fugiu daquele cerco da polícia todo mundo veio falar comigo por que sou teu cunhado. (orgulhoso) Tudo morrendo de inveja.
TONINHO - É isso aí, moleque! Os home pensa que é fácil pegar Toninho, mas é impossíve. Tenho o corpo fechado pela mãe Zuleide. Ninguém me pega. Nem bala entra no meu corpo! Olha, mas, mudando de assunto, eu soube que tu tava cheirando...
XANDE - Eu?! É mentira, Toninho. Tu sabe que eu não entro nessa parada, não! Não é minha praia, não! Às vezes quando tu me pede, eu até que vou entregar uns papelote pros bacana! Mas entrar nessa, eu não entro, não. Já basta o otário do Marquinhos...
MARCOS - (Voltando) Pronto, Toninho! Tá aqui a carne que tu pediu...
XANDE - Pronto! Falando no mané...
MARCOS - Olha como fala comigo, moleque, senão te dou uns tapa...
TONINHO - Pára com isso vocês dois! Xande, vai ver se tua irmã já tá vindo! Faz um tempão que a Raquel foi chamar e ainda não voltou. Mulher adora deixar a gente esperando.
XANDE - Ok! Poderoso chefão! (aponta para Marquinhos) Cuidado com o golpe aí do xexêro... (sai, rindo)
MARCOS - Eu ainda pego esse moleque...
TONINHO - Deixa Xande pra lá, Marquinhos. E aí? Quando é que tu vai me pagar os último papelote?
MARCOS - Dá mais um tempo, Toninho. Tá pintando umas parada legal aí e vai rolar uma nota preta. Vou acertar tudinho contigo.
TONINHO - Há, mais vai mermo! E espero que seja logo! Já tá atrasado mó tempão! E tu sabe que eu não tenho muita paciência não, né? Não abusa da condição de cunhado, não. É melhor pra tu.
MARCOS - Confia em mim, Toninho. Sou teu parceiro, teu chapa.
ZULEIDE - (entrando com Melissa) Toninho! Como é que vai, meu afilhado? Tá tudo bem com você? Soube que os home quase te pega. Rezei muito pro meus santo pra te proteger. Tá aqui tua princesa, bonita como sempre.
TONINHO - A bença, mãe Zuleide. É, a parada foi pesada, mas com o corpo fechado que tu fez, a polícia nunca vai me pegar, não. Tô sempre na frente!
ZULEIDE - Quando é que tu vai de novo no terreiro? A gente precisa renovar os voto.
TONINHO - Breve, mãe Zuleide, muito breve.
MELISSA - Vamo, Toninho. Que eu não agüento ficar muito tempo nessa casa.
TONINHO - Vamo, Melissa. A bença, mãe Zuleide. Marquinho, não esquece o papo que a gente levou, tá? (sai)
MARCOS - Vó, vou ver a turma... (sai)
SOFIA - (entrando) Vó, a senhora tava aí? Ninguém me avisou de nada. A bença.
ZULEIDE - Minha neta preferida! Já tava doida de saudade. Dá cá um abraço nessa véia que gosta tanto de tu. Nunca mais foi lá em casa. Se eu num venho aqui, a gente passa uns tempão sem se ver, num é? Mas tudo bem, eu perdôo.
SOFIA - Pois é, vó, eu tenho trabalhado muito.
ZULEIDE - (interrompendo) E isso lá é trabalho?
SOFIA -Claro que é, vó. Já te falei num sei quantas vezes. Qual é outro trabalho que me deixa ganhar numa noite o que eu ganharia num mês? Tenho que aproveitar enquanto tô nova, bonita. Freguês é o que não falta.
ZULEIDE - Tá certo minha neta. E demais nunca vi ninguém morrer por causa disso. Se tu tivesse tido um pai que prestasse, talvez tu tivesse estudado, feito uma faculdade, virado doutora! Mas tua mãe foi te dar um traste daquele como pai, olha aí o resultado...
SOFIA - Vó, deixa o pai em paz. Vou indo que eu vou no salão ajeitar os cabelo. Tô pensando em dar umas luzes. O que a sra acha?
ZULEIDE - Vai ficar mais bonita ainda. Quando é que tu vai querer fazer a cabeça? Tá chegando o tempo. Tenho que te preparar pra ser minha sucessora.
SOFIA - A senhora sabe que eu não gosto dessa conversa. Agora deixa eu ir. Tchau.
ZULEIDE - Eu vou esperar tua mãe. Preciso falar com ela. (senta no sofá)
CARLOS - (entra) Vixe! Vixe! Vixe! Vixe! Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece! Que é que tu quer aqui, hein? Viesse fazer umas macumbinha, foi?
CÉLIA - (entra, dando um tapa nele) Pára com isso, Carlos! Já começou? Vocês não podem se ver que já começam a se estranhar? Já tô cansada dessa conversa.
ZULEIDE - Deixa ele, minha filha. O que é dele tá guardado. Não perde por esperar.
CARLOS - Celinha, cuidado com as vassoura, visse? Se essa daí vê uma, é capaz de querer dá umas voltinha. (dá uma piscada pra Célia) Ôôô, Zuleide, Zuzuzinha! Não fica chateada comigo, não. Eu só brinco contigo porque gosto de tu! Tô até pensando em fazer uma estátua pra tu! Eita, tive uma idéia! A gente pode até colocar na frente do terreiro, Zuleidinha! (pausa) Agora, tem um problema: eu só não sei ainda como vou fazer pra tu engolir o cimento! (sai, rindo)
ZULEIDE - Não sei como é que tu ainda agüenta esse cachaceiro, esse imprestável. Se tu tivesse me ouvido...
CÉLIA - Eu sei mãe, mas agora já é tarde.
ZULEIDE - Que tarde que nada. Tu tá jovem, bonita, cheia de vida. Agora tem que ficar sustentando vagabundo, que não quer saber de trabalho e só vive embriagado. (baixando a voz) E cadê o fulano? Eu sei que tu ainda se encontra com ele. Não minta pra sua mãe.
CÉLIA - (triste) É só um caso, mãe. Não é nada sério, não. É tudo sem compromisso. É melhor assim. Cada um com sua vida e cada um com sua cruz. A minha é essa família. Um alcoólatra, um viciado em drogas, uma garota de programa, um funkeiro e, ainda por cima, uma sonhadora e romântica que é amante de um traficante. É demais pra mim! Tá certo que Toninho ajuda muito aqui em casa, mas eu tenho medo de que ele seja morto pela polícia ou por outros traficantes. Ou envolva a Melissa em alguma complicação. A única equilibrada nessa casa é Raquel. Com aquelas conversas de Jesus, de salvação, de ser crente, ainda traz um pouco de paz...
ZULEIDE - (interrompe, zangada) Não me fale dessa desmiolada. Tu já devia ter mandado ela embora daqui faz tempo. É exatamente essa mulher que tá trazendo toda essa desgraça pra essa casa. Se vocês todos me ouvissem e fossem lá no meu terreiro tomar uns passes e uns banhos tudo isso já tinha sido resolvido. Bem, mas se conselho fosse bom não se dava, se vendia, não é mesmo? (se levanta) Já vou, minha filha. Minhas obrigação me chama. Outro dia, eu passo aqui. Aí, a gente conversa melhor.
CÉLIA - (leva Zuleide até a porta) Tá certo, mãe. (dá dois beijos na mãe e depois volta para a sala e senta meio desolada no sofá)
RAQUEL - (entra e senta ao lado dela) Dona Célia, que é que a senhora tem?
CÉLIA - É o de sempre Raquel. Essa minha vida que não muda nunca.
RAQUEL - Por que a senhora não vai comigo até a minha igreja? A gente conversa com o pastor e depois ora. Garanto que a sra vai se sentir bem melhor. Só Jesus é quem traz paz para nossos corações e solução para todos os nossos problemas. Ele disse em Salmos: “Entrega teu caminho ao Senhor, confia n’Ele, e Ele tudo fará.” Esse, dona Célia, é o versículo da minha conversão. Foi através dele que Jesus mudou a minha vida, e pode mudar a da senhora também. Ele falou também no livro de Mateus: “Vinde a Mim, vós que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei”. A senhora está cansada demais. Entregue os seus problemas a Ele que Ele resolve. A senhora vai ver.
CÉLIA - Tá certo, Raquel. Vou pensar bastante no que você me falou. Obrigada! Já me sinto bem melhor, mais leve. É engraçado. Toda vez que você conversa comigo, eu me sinto mais descansada. O que é isso? Você tem calmante na voz?
RAQUEL - Não, dona Célia. É Jesus lhe aliviando das suas dores. Vou continuar orando pela senhora.
CÉLIA - Como é que você ainda agüenta trabalhar aqui? Tá com o salário atrasado, Carlos lhe trata mal e minha mãe, ainda não sei por que, lhe odeia. Você só vive falando de Jesus pra todo mundo e ninguém lhe ouve, mas você trata a todos com tanto amor, tanto respeito. Eu não entendo...
RAQUEL - Eu creio, dona Célia, que ainda vou ver toda essa família, inclusive dona Zuleide, aos pés do Senhor Jesus. Se eu ainda estou aqui, é porque Ele tem um propósito. Ele ama muito a todos vocês. Ele vai curar seu Carlos e Marquinhos dos vícios deles. Vai tirar Sofia dessa vida errada, vai dar juízo pra Xande e vai dar um bom emprego pra Toninho e ele vai se casar com Melissa e vão ser muito felizes. A senhora vai ver.
CÉLIA - Espero que você esteja certa. Boa noite, Raquel. (sai)
RAQUEL - Boa noite, dona Célia. (continua sentada)
Melissa entra, desesperada, amparando Toninho todo ensangüentado, ofegando muito. MELISSA - (chorando) Raquel, por favor me ajuda! Toninho foi baleado num barzinho por
uns cara de outro morro! Tá todo mundo atrás dele. Tão querendo tomar a boca de fumo dele. Ele não tava fazendo nada. Me ajuda. Ele já perdeu muito sangue. Me ajuda!
RAQUEL - (ajuda a colocar Toninho no sofá) Calma, Melissa. Vamos cuidar desse ferimento. Deixa eu ver como tá. (olha o ferimento). Espera um pouco. (vai buscar o material para lavar e fazer o curativo. Melissa fica ao lado de Toninho)
MELISSA - (chorando) Ele vai morrer! Ele vai morrer, Raquel!
RAQUEL - Não vai cair um só fio de cabelo da cabeça dele, se essa não for a vontade de Deus. Fica calma, minha filha! Deus vai nos ajudar! (Toninho geme e se mexe) Toninho, consegue me ouvir? A gente tá fazendo um curativo e precisa levar você prum hospital.
TONINHO - (falando e tossindo) Não, hospital, não! A polícia tá de plantão nos hospitais... Melissa, chama um médico pra cá...
MELISSA - Tá certo, Toninho, vou ligar agora! (sai).
TONINHO - Mãe Zuleide disse que eu tinha o corpo fechado, que bala não entrava.(tosse) Aquela velha mentirosa...
RAQUEL - Toninho, só quem tem o poder de proteger nossos corpos é Jesus, mais ninguém.
TONINHO - (com muita dor) Mas ela disse, ela fez as reza, ela fechou meu corpo. E agora? Vou morrer? Cadê esse médico que não chega? Tá doendo muito!
CÉLIA - (entra com Carlos) Raquel? Toninho? O que aconteceu? A gente encontrou Melissa lá fora! Ela tava muito nervosa e não conseguiu dizer nada... falava em morros, tiros... O que, afinal, aconteceu?
RAQUEL - Toninho foi baleado por uma gangue rival e tá sangrando muito. Melissa foi chamar um médico.
ZULEIDE - (entra, apressada, com umas folhinhas na mão) Toninho, eu soube agora do que aconteceu.(empurra Raquel para ficar perto de Toninho) Mas não se preocupe. Vamos benzer os ferimento e você vai ficar bom logo, logo! Você vai ver...
TONINHO - Não toque em mim, sua velha mentirosa!
ZULEIDE - Peraí, Toninho!
TONINHO - (interrompe) Você me falou que eu nunca ia ser ferido nem baleado! Que tinha uma penca de protetor ao meu redor, cuidando de mim. Veja agora como é que tô. Os cara vão tomar minha boca. Sai daqui, sai de perto de mim!
ZULEIDE - Mas, Toninho, calma! Vou fechar teu corpo de novo e você vai ficar bom, você vai ver! (olha para Raquel com raiva) Foi essa mulher aí que botou coisa na tua cabeça, não foi?
TONINHO - Sai daqui! Não toque em mim! (tosse)
Enquanto Zuleide sai, triste, Marquinhos, Xande e Sofia entram.
MARCOS - Toninho, como é que tu tá? Tá a maior confusão lá no morro. Uns cara diz que tu morreu, outros diz que tu tá mal no hospital... A gente correu pra cá...
XANDE - Calma, Toninho! Vai dar tudo certo. Se tu quiser, eu falo com a turma e a gente vai resolver essa parada prá tu.
TONINHO - Te aquieta, moleque. (tosse) Isso é parada pra gente grande. (ofegante)
MELISSA - (chega com o médico) Pronto, Toninho, tá aqui a doutora.
PAULA - (abre os curativos e olha os ferimentos) E aí campeão, no que foi que tu te meteu? (quando olha para os ferimentos faz uma cara bem feia) É, a coisa não tá muito bonita não. Vai precisar de cirurgia. (olha para Melissa) Vou ter que levar ele para um hospital...
TONINHO - Nada feito, doutora. Se é pra morrer no hospital, ou nas mãos da polícia, eu prefiro morrer aqui. (tosse).
PAULA - Mas, Toninho, é arriscado, você não pode resistir. Tem que ir a um hospital.
TONINHO - Não! Eu sou homem, doutora, eu agüento. Já disse que pro hospital eu não vou!
PAULA - Tudo bem, se é assim que você quer... (passa um tempo retirando a bala) Pronto, já tirei a bala. Não posso fazer mais nada. (Toninho está inconsciente)
MELISSA - Toninho? Ele desmaiou, doutora!
PAULA - Eu falei que era arriscado. Agora, não há mais nada a se fazer. Ele já perdeu muito sangue. Só um milagre vai fazer ele sobreviver. O limite da ciência é aqui.
RAQUEL - (levando a médica até a porta) Mas o limite de Deus não, doutora. Deus tem poder para curar ele. Deus pode operar esse milagre que a senhora falou.
XANDE - Eu vou até a rua pra ver como é que tão rolando os boato.
MARCOS - Peraí, que eu vou contigo...(saem)
RAQUEL - Sofia, vai até a farmácia e compra uns medicamentos para eu fazer uns curativos melhores.
SOFIA - Certo, Raquel. Volto já.
RAQUEL - Dona Célia, Seu Carlos, é melhor vocês saírem também. Quanto menos gente ficar junto, melhor.
CÉLIA - Tem razão, Raquel. Vamos, Carlos.
CARLOS - Tá certo, bora. (saem)
RAQUEL - Melissa, agora só Deus pode curar Toninho. Você acredita nisso? Você crê no poder de Deus?
MELISSA - (enxugando as lágrimas) Sim, Raquel eu creio. Eu acredito que esse seu Deus pode curar Toninho.
RAQUEL - Meu Deus só não, Melissa. Ele é o nosso Deus! Ele é tão meu, quanto seu. Ele age tanto na minha vida quanto na sua.
MELISSA - Mas eu faço tantas coisas erradas, tenho uma vida tão cheia de pecados. Como é que ele vai querer agir na minha vida?
RAQUEL - É só você O aceitar como seu Senhor e suficiente Salvador. A partir daí, Ele vai começar a agir na sua vida, porque você o convidou para isso. Ele não invade a vida de ninguém. Ele espera que as pessoas O aceitem e abram seus corações para Ele.
MELISSA - Só isso?!
RAQUEL - É Melissa, só isso. É o que a gente chama de conversão. Mas tem que ser sincera. Uma verdadeira e sincera vontade de mudar de vida e de se tornar fiel aos ensinamentos da bíblia. Deus pode curar Toninho. Você gostaria de fazer comigo uma oração pela cura dele e ser testemunha de um milagre?
MELISSA - Sim gostaria! E se Toninho realmente for curado, eu vou entregar minha vida a Jesus.
RAQUEL - Vamos fechar os nossos olhos, então! (se ajoelha e impõe as mãos sobre Toninho)
Música e Dança – “Se tu quiseres crer” – Soraya Moraes
TONINHO (despertando) Ahn...Ahn... Onde é que eu tô? O que tô fazendo aqui? O que aconteceu?
MELISSA - (chorando de alegria) Toninho, você tá curado! Jesus te curou!...
TONINHO - (voz cansada) Como assim, Jesus me curou? Cadê o médico? A última coisa que me lembro foi ele dizendo que nada mais poderia ser feito. Que eu iria morrer. Tá vendo? Ele tava errado, tô vivinho da silva...
RAQUEL - Não, Toninho, ele não tava errado, não. Realmente, você ia morrer. Mas você foi curado pelo médico dos médicos.
TONINHO - Como assim, médico dos médicos? Melissa, me explica isso. Eu sinto que alguma coisa estranha aconteceu aqui...
MELISSA - (chorando, emocionada) Foi sim, Toninho, foi Jesus quem te curou. Foi Jesus quem operou o milagre, essa coisa estranha que você falou. A doutora já tinha te desenganado e Raquel orou a Deus para que Ele te curasse. E ele atendeu os nossos pedidos.
TONINHO - Nossos?!
MELISSA - Sim, Toninho, nossos! Oramos juntas, Raquel e eu. E eu aceitei Jesus como meu salvador. Resolvi deixar minha vida de erros pra trás. Quero ter uma nova vida em Cristo. (pausa) Toninho, quero que você continue a tua vida comigo, nessa nova condição. A de seguirmos a Jesus.
TONINHO - Melissa, eu tô me sinto curado! Alguma coisa dentro de mim mudou. Me sinto
um novo homem.
RAQUEL - É o poder de Deus agindo na tua vida, Toninho. Mas Ele só vai continuar
operando se você permitir.
TONINHO - Zuleide sempre disse que meu corpo era fechado. Tudo mentira. Quando mais precisei desse meu corpo fechado, vi que era tudo papo furado, que nem ela e nem seus santos tem poder algum. Sim, Melissa. Sim, Raquel. Eu quero aceitar a Jesus, porque esse sim, tem poder. Ele me curou, me livrou de morrer hoje. Eu quero ser um novo homem, ter uma nova vida. (abraça Melissa)
XANDE - (entra) Que choradeira é essa, hein? Aí mano, a boca ainda é tua, a turma botou
os cara pra correr. Puxa, pensei que tu não ia escapar dessa, tu tava mal pra caramba.
MARCOS - (entra) Toninho, como é que tu tá assim? O doutor não falou que tu não tinha mais jeito?
TONINHO - Tu bem que queria me ver morto, né? Assim tu não me devia mais nada. Mas eu fui salvo sim. Fui salvo por Jesus. Aquele mesmo Jesus que Raquel sempre falou pra gente e nunca prestamos atenção, nunca demos importância. Marquinhos, a partir de agora, tu não me deves mais nada. Eu quero é te ver curado desse vício.
Já vi muita desgraça acontecendo por causa dela. Sai dessa cara. Faz como eu fiz: te entrega a Jesus, que Ele vai te salvar. (para Xande) Xande, eu sei que tu sempre me admirou muito, mas agora o teu herói morreu. O cara que enfrentava qualquer parada morreu. Eu sou um novo homem. Minha vida era vazia e sem sentido. Eu só fazia mal pras pessoas.
XANDE - Caramba, cara, tu mudou mesmo, hein? Não, Toninho! Agora é que tu é meu herói mesmo. É preciso muita coragem pra fazer o que tu tá fazendo. Tu tá deixando tudo pra trás. Eu tô nessa contigo. Eu te via ali, cheio de responsa, de
coragem, todo mundo te respeitando. Eu queria ser que nem tu. Mas...
TONINHO - Era tudo ilusão Xande, tudo mentira...
MARCOS - (chorando) Toninho, o que é que os cara vão dizer? Como é que vai ficar as coisa agora?
TONINHO - Não me importa, Marquinhos! E quero te ver livre dessa também. Agora tu não tem mais ninguém prá sustentar teu vício. A conversa agora é diferente. Se tu ficar devendo aos cara, como é que vai ser?...
MARCOS - É verdade, Toninho. Eu sei que vai ser difícil, mas eu vou sair dessa.
TONINHO - Marqunhos, quem vai te ajudar a sair dessa é Jesus. Só Ele tem poder pra te livrar do vício.
Entram Célia e Carlos, de mãos dadas.
CÉLIA - Toninho, que milagre foi esse? Você já tá bom?
MELISSA - Foi Jesus, mamãe. Ele curou Toninho. Raquel orou e Deus o curou. Foi um milagre!
CÉLIA - Então, a gente tem mais um milagre pra contar. Seu pai e eu conversamos sobre tudo o que a gente tava vivendo e vimos que tínhamos que mudar. Não dava mais pra agüentar.
CARLOS - É... E bebida? Nunca mais!!! (esfrega as mãos feliz) Amanhã, vou procurar
emprego e ser um verdadeiro dono de casa. Vocês vão ver.
CÉLIA - Raquel, depois que você me falou aquelas coisas sobre Carlos ser curado do vício, sobre a salvação da minha família, alguma coisa dentro de mim ficou diferente. (olha para Carlos com carinho) Já conversei com ele sobre aquela minha outra relação e pedi perdão.
CARLOS - Pois é. E eu perdoei ela e também pedi que me perdoasse. Pela bebida... pela preguiça... Também com um marido como eu, o que mais podia ter acontecido?
SOFIA(entra, apressada) Pronto Raquel, tá aqui os remédios... (olha pra todos) Aí tchurma, que felicidade é essa, hein? (olha para Toninho) Ué! Toninho já tá bom? O cara tava mal pra caramba. Agora já tá aí, todo esperto. Aí cunhadão, tu é ruim mermo, né? Confirmei. É como todo mundo fala. Vaso ruim não quebra mermo. (olha para os pais) E esses dois aí no maior love? Só vivem no maior quebra-pau, agora parecem dois bestões de tão sorridentes. Sei não, alguma coisa muito esquisita aconteceu aqui. Querem fazer o favor de me contar?
RAQUEL - Sofia, você acredita em milagres?
SOFIA - (irônica) Só se minha conta bancária aumentar sem eu ter depositado nada. Claro que eu não acredito em milagres.
CÉLIA - Pois pode começar a acreditar, minha filha.
MELISSA - Toninho foi curado depois que a Raquel orou para Jesus. Na mesma hora, ele já ficou melhor.
MARCOS - E depois, os velhos entraram aqui todo sorridentes, parece que tavam numa lua-de-mel...
XANDE - É, os dois tão numa felicidade de dar pena...
RAQUEL - Pois é, Sofia. Você tá vendo um verdadeiro milagre de Deus. Do único Deus vivo. Do único que realmente tem poder, e ele agora tá te chamando para ser Dele. Para que Ele possa fazer um milagre também na sua vida. Te libertar dessa vida, te devolver o amor-próprio e a tua dignidade. (abraça Sofia)
SOFIA - (chora) Puxa, Raquel, nunca te vi falando assim, com tanta autoridade. Nunca senti tanto amor nessa família como tô sentindo agora...
TONINHO - E aí, Sofia, tu queres que Esse Deus que me salvou te salve também? Eu sei que a vida que tu leva é difícil, que tu é louca para sair dessa.
SOFIA - (chorando de alegria) Sim, Raquel, sim Toninho! Eu quero deixar essa vida pra trás. Eu sempre quis. Só não sabia como. Nunca ninguém procurou me orientar, me ajudar, como vocês tão fazendo agora... O que é que eu devo fazer?...
RAQUEL - Mude a direção dos teus caminhos! Deixe tudo o que você vivia antes pra trás! Deus vai cuidar de você.(fica abraçada a Raquel)
O cenário fica sombrio, os atabaques de macumba tocam e Zuleide entra em cena
ZULEIDE - Mas o que é que tá acontecendo aqui? Alguém pode me explicar? (para Toninho) Meu afilhado, meus santo te salvaro...
TONINHO - Que teus santo que nada. Quem me salvou foi Jesus. É a Ele que eu devo a minha salvação. Não aos seus santos de mentira.
ZULEIDE - (para Raquel, com ódio) Foi você! Foi você! Você com esse comportamento de menina boazinha. Você engana a todos aqui, menos a mim. Você prega um deus que não existe, um deus que não tem poder, que ninguém vê, ninguém toca e que ninguém ouve. Um deus que...
RAQUEL - Cale-se dona Zuleide, em nome de Jesus! A senhora não percebe as besteiras que tá falando? Os seus deuses é que são de mentira. São deuses que não tem poder a não ser o poder que o Deus verdadeiro permite que eles tenham. Chegou ao fim a sua influencia nesta casa. Chegou ao fim as suas feitiçarias. Eu declaro agora que essa casa e todos os que moram aqui pertencem ao Senhor Jesus.
Zuleide cai ao chão de joelhos e começa a chorar.
ZULEIDE - O que vai ser de mim? Então tudo em que acreditei até agora são mentiras? Meus deuses são falsos? Não têm poder algum? Sem minha família não sou ninguém. (para Sofia) Minha neta, sempre quis que você fosse minha sucessora. Vejo agora que tu não irias herdar nada, porque nada havia para ser herdado. Me perdoe. (para todos) Me perdoem todos vocês...
RAQUEL - Dona Zuleide, quem está te perdoando agora é Aquele que trouxe o perdão ao mundo, Jesus Cristo. Ele agora te chama para que renuncies a esses falsos deuses, abandones as tuas práticas erradas e se entregue a Ele. Queres fazer isso?
ZULEIDE - Renunciar?! Renunciar?! Como eu deixar de lado uma vida toda? Como posso me tornar uma outra pessoa, se eu sou tudo aquilo em que acreditei até hoje?
RAQUEL - Basta que a senhora nasça de novo.
ZULEIDE - E como pode uma pessoa nascer de novo, sendo velha?
RAQUEL - Esse novo nascimento que Jesus fala, dona Zuleide, não é nascimento da carne, e sim, o nascimento do espírito. O nascimento de uma nova Zuleide, uma nova mulher. Livre de uma vida cheia de enganos e pecados e cheia do poder e do amor de Deus.
ZULEIDE - Sim, eu quero nascer de novo. Eu quero deixar essa minha vida de erros e enganos. Quero ser uma nova criatura em Cristo, quero viver em união com minha família e com você, Raquel. Peço que me perdoe. Como te julguei mal, como te maltratei. Mas Deus te usou pra mudar nossos problemas. Através de ti essa casa foi salva. Sim, Raquel, foi através de ti.
RAQUEL - Sim, dona Zuleide. Jesus me usou como instrumento para que a salvação chegasse a esta casa. E Ele também quer usar cada um de vocês. (para a platéia) Seja na tua casa, no teu trabalho ou em qualquer lugar que você vá. Venha juntar-se a nós e receba o Senhor Jesus como único e suficiente Salvador da sua vida. Para que através de você seja manifesta a glória daquele que vive e reina para todo sempre, porque Deus também quer operar...
TODOS - Através de Ti.
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